A idade média dos candidatos aumentou em todos os cargos comparando com 2022; participação de concorrentes com 60+ passou de 17,48% para 21,03%.
A jornalista Victória Cócolo, ao G1[1], em 19/08/2026, noticia que “Candidaturas envelhecem em 2026, e cresce a participação de candidatos com 60 anos ou mais”. Trata-se se uma referência ao fato de que a “Idade média dos candidatos aumentou em todos os cargos na comparação com 2022; participação de concorrentes com 60 anos ou mais passou de 17,48% para 21,03%”.
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Nesse cenário eleitoral, com um crescimento da participação política de pessoas idosas, interessadas em participar do processo político na esfera nacional ou estaduais e Distrital, aquelas que forem eleitas, a partir de 2027 precisarão participar do processo de tomada de decisão na esfera pública.
Especialmente, quanto ao orçamento público, é extremamente necessário que tais agentes eletivos atuem focados em promover políticas públicas com competência e seriedade.
Nesse caminho, é indispensável conhecer minimamente os princípios orçamentários. Democraticamente, a participação de pessoas dos mais diversos segmentos e representações é justo. Entretanto, de tais pessoas exige-se o mínimo de capacidade gestora para tomar decisões acertadas. Reitero, é o mínimo esperado pela população.
Na esfera nacional, a situação orçamentária é complexa. E complicada. A jornalista Miriam Leitão, ao O Globo, 20/08/2026, trouxe na coluna “Dificuldade de rolar a dívida” [2] um panorama orçamentário onde:
“O Brasil tem R$ 550 bilhões de renúncia fiscal. Todos prometem cortar esse gasto. E governo após governo as isenções de impostos para setores aumentam. O país terá que desindexar e desvincular despesas. O aposentado não pode ter o mesmo aumento do trabalhador da ativa, como se na inatividade ele tivesse ganhos de produtividade. A rigidez do Orçamento tem tornado o país ingovernável. Quem culpa apenas o atual governo ou imagina haver alguma conspiração no mercado está simplificando o nó fiscal brasileiro. Ele é complexo e nenhum candidato falou ainda como enfrentá-lo de forma convincente. É fundamental que o debate enfrente esse problema porque o país precisa que os investidores voltem a apostar no futuro do Brasil”.
Na coluna, Miriam Leitão abordou um ponto central: qual candidato [à presidência], está apresentando propostas sobre a complexidade do cenário orçamentário federal. Especificamente, me causa curiosidade um ponto: e as emendas destinados pelo Congresso Nacional? Alguém se atreverá a mexer nelas? E a pergunta é extensiva a senadores e senadoras, deputadas e deputados federais.
Seja como for, seja quem for, se houver alguém nisso, o problema é grande. Equilibrar políticas públicas para pessoas idosas, com as limitações orçamentárias reais – e não aquele fisiologismo barato, populista, de falar em cortes que são seletivos, sempre contra o lado mais fraco – será um enorme desafio.
Das futuras lideranças políticas que se elegerem em 2026, que fizeram parte do segmento populacional das pessoas idosas, a expectativa é grande: haverá quem rompa o modelo clássico de fazer de conta que pessoas idosas são “invisíveis”?
Candidaturas de pessoas idosas em 2026 e o orçamento público: alguém tratará da “invisibilidade” da população idosa? Requer coragem. Requer vontade. Requer competência. Requer iniciativa.
Notas
[1] Disponível em: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/08/19/candidaturas-envelhecem-em-2026.ghtml
[2] Disponível em: https://x.com/Josie_Melo/status/2090433844478427147/photo/1
Imagem produzida pela IA
