O Voo do Entardecer da Vida

O Voo do Entardecer da Vida

O propósito da maturidade é aceitar a contração da luz para acolher a sombra e despertar a consciência. É no entardecer da alma que o voo deixa de ser vaidade e se transforma em alteridade.


Ordinariamente nos apegamos ao nosso passado e ficamos presos à ilusão de nossa juventude. A velhice é sumamente impopular. Parece que ninguém considera que a incapacidade de envelhecer é tão absurda quanto a incapacidade de abandonar os sapatos de criança que traz nos pés (Carl Gustav Jung).

Em diferentes ciclos da vida, surge a necessidade de mudar de rota, seja por um rompimento relacional, uma transição profissional ou uma mudança geográfica. Na metade da vida, porém, esse apelo costuma ganhar mais força por meio da chamada “crise da meia-idade”. De repente, tudo o que parecia estável e sob controle dá lugar a uma urgência latente, como se uma força interna nos puxasse a olhar e escutar a alma. É quando os questionamentos transbordam: “Quero continuar com esse trabalho? Devo mudar de profissão? Tenho talento para a arte, e agora? Quem sou eu, afinal, além dos meus papéis sociais?”

Como apontava o fundador da Psicologia Analítica, Carl Gustav Jung, preferimos negar os problemas porque ansiamos por certezas e resultados, rejeitando a dúvida e o processo de experimentar. Mas as crises da vida cobram seu preço: os conflitos nos lançam em um isolamento profundo e em total desamparo. É nesse vazio forçado, longe das respostas fáceis, que o verdadeiro despertar da consciência acontece.

Jung revelou que também passou por isso: viu-se desenvolvendo-se como médico, cumprindo papéis familiares e sociais, mas distante de sua própria alma.

Em sociedade, frequentemente confundimos nossa individualidade com a encenação de papéis sociais, máscaras que vestimos para projetar a imagem que desejamos que os outros, e nós mesmos, vejam. Embora essa máscara seja vital para nossa convivência e adaptação, o perigo real reside no momento em que ela adere à pele. Transitar por diferentes papéis é natural, mas quando um deles recebe a aprovação do mundo e o nosso próprio consentimento, corremos o risco de nos fundirmos a ele, sufocando quem realmente somos.

Há algo nesse movimento interno que se parece com o próprio percurso do dia. Foi assim que Jung optou por ilustrá-lo, por meio da metáfora do Sol e do Entardecer:

Suponhamos um sol dotado de sentimentos humanos e de uma consciência humana relativa ao momento presente. De manhã, o Sol se eleva do mar noturno do inconsciente e olha para a vastidão do mundo colorido, que se torna tanto mais ampla quanto mais alto ele ascende no firmamento. O Sol descobrirá sua significação nessa extensão cada vez maior de seu campo de ação produzida pela ascensão, e se dará conta de que seu objetivo supremo está em alcançar a maior altura possível e, consequentemente, a mais ampla disseminação possível de suas bênçãos sobre a terra. Apoiado nessa convicção, ele se encaminha para o zênite imprevisto – imprevisto, porque sua existência individual e única é incapaz de prever o seu ponto culminante. Precisamente ao meio-dia, o Sol começa a declinar, e este declínio significa uma inversão de todos os valores e ideais cultivados durante a manhã. O Sol torna-se, então, contraditório consigo mesmo. É como se recolhesse dentro de si seus próprios raios, em vez de emiti-los. A luz e o calor diminuem, e por fim se extinguem (Jung, 2017, § 778).

A imagem é precisa: o Sol não declina por fraqueza, mas porque a própria lógica da vida exige uma virada. Na manhã da vida, gastamos nossa energia subindo ao topo, focados em expandir e brilhar no mundo exterior. Mas, ao atingir o meio-dia, o entardecer exige uma mudança radical de rumo. O Sol não pode mais apenas expandir; ele precisa recolher seus raios e iluminar o próprio interior. Negar essa transição é tentar forçar o meio-dia a durar para sempre, ignorando que a beleza do entardecer está justamente em se voltar para dentro.

A primeira metade da vida é voltada ao desenvolvimento externo e à validação social, um momento em que canalizamos nossa energia para os estudos, a ascensão profissional e a segurança financeira. Jung chamava de persona essa máscara que construímos para nos relacionar com o mundo: necessária na primeira metade da vida, ela nos permite funcionar, ser reconhecidos e pertencer. Mas, ao entardecer, essa mesma máscara começa a pesar. O que antes protegia passa a aprisionar. E a pergunta que transbordava lá no início, “Quem sou eu, afinal, além dos meus papéis sociais?”, revela-se agora como o próprio chamado do Si-mesmo.

É o próprio Jung quem nomeia essa exigência da segunda metade: “O homem que envelhece deveria saber que sua vida não está em ascensão nem em expansão, mas um processo interior inexorável produz uma contração da vida. Para o jovem constitui quase um pecado ou, pelo menos, um perigo ocupar-se demasiado consigo próprio, mas para o homem que envelhece é um dever e uma necessidade dedicar atenção séria ao seu próprio si-mesmo” (Jung, 2017,§ 785).

A fase da velhice não deve ser vista como uma mera e lamentável continuação da juventude, pois deverá ter seu próprio valor, sentido e propósito essencial; esse entardecer da vida tem seu próprio brilho e significado. O autor nos alerta, portanto, que a segunda metade da vida não pode ser regida pelos mesmos princípios da primeira, pois tentar estender as regras da manhã para o entardecer é um erro que adoece a alma.

É a essa fase que Jung dá o nome de metanoia. Quando a crise da meia-idade, ou a passagem do meio, se instala, percebemos que canalizamos nossa energia vital para o exterior, respondendo às demandas do mundo para sermos o profissional perfeito ou o cidadão ideal. A metanoia surge justamente como um freio de mão psíquico, convocando-nos a olhar para o que habita do lado de dentro. Inicia-se, assim, um movimento que desloca o ego de seu trono absoluto para fazê-lo encontrar uma nova maneira de habitar o mundo.

Trata-se de um convite para vivermos nossa verdadeira essência e originalidade. É uma mudança profunda na forma como enxergamos o mundo; afinal, metanoia significa transformar a nossa própria realidade.

Na maturidade, ego e inconsciente entram em diálogo. À medida que a consciência se abre para o que estava inconsciente, os valores se invertem, e o ego deixa de buscar respostas fora de si, voltando-se para o si-mesmo.

Publicada originalmente como fábula literária por Richard Bach e posteriormente eternizada no cinema com a trilha sonora de Neil Diamond, a obra Fernão Capelo Gaivota narra a história de uma ave que se recusa a aceitar a rotina monótona e utilitária de seu bando, focada estritamente na disputa por comida e na sobrevivência biológica. Movido por um desejo visceral de aprender a voar cada vez mais alto e rápido, Fernão rompe com as convenções sociais e com a própria família ao transformar o voo em uma busca existencial e espiritual.

É precisamente nesse ponto de inflexão que a história de Fernão Capelo Gaivota nos oferece uma imagem viva do que Jung descreveu e nomeou como o processo de individuação, um movimento que não se conclui num único instante, mas se desdobra ao longo de toda a vida, exigindo a cada ciclo uma nova escuta de si mesmo.

As cenas iniciais do filme retratam o bando em um movimento coletivo sob o sol pleno do meio-dia: todos voam na mesma direção, disputam o mesmo peixe, no mesmo ritmo e ruído. Essa é a imagem exata do ego adaptado à primeira metade da vida, período em que a persona atua sem questionamentos. Para Jung, essa fase matinal da existência serve para fortalecer o ego, garantir a inserção social e exigir a submissão às regras do grupo, o que é exatamente o que as gaivotas encenam ao repetir, mecanicamente, a luta pela sobrevivência sob a luz forte do sol.

A ruptura visual e psicológica acontece quando o sol declina. Enquanto o bando se recolhe e dorme na segurança da praia, a câmera acompanha o voo solitário de Fernão no entardecer. Na penumbra e no silêncio que contrastam radicalmente com o barulho do meio-dia, nascem os seus primeiros questionamentos sobre o porquê de voar tão baixo e a possibilidade de ir além.

Essa mudança na iluminação da cena é a mesma virada que já vimos no sol da metáfora junguiana: os valores anteriores, representados pelos restos de peixe, perdem o sentido, e a energia psíquica, antes voltada para a aprovação do grupo, reflui para o interior. O entardecer de Fernão é o cenário estético da transgressão existencial, trazendo à tona a dúvida que inicia seu processo de individuação: afinal, ainda faz sentido viver assim?

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Ao alcançar o ápice de seus treinos, sentindo-se capaz de voar cada vez mais alto, Fernão vê o sol desaparecer no horizonte. Na escuridão repentina, ele se depara com a própria sombra e, durante a queda, é confrontado com seus defeitos e fraquezas. Como explica Jung, a sombra é um arquétipo que faz parte da estrutura psíquica do ser humano, o que significa que ela não pode ser eliminada, mas sim integrada. Esse reconhecimento de que somos imperfeitos é um passo doloroso e fundamental para a individuação, pois não se alcança a luz sem antes reconhecer as próprias trevas. No fracasso e na desorientação da queda, Fernão deixa de lado a perfeição ilusória do ego e começa a integrar suas imperfeições em busca de uma totalidade real.

Ao acolher sua sombra, Fernão também descobre sua luz. Ele reúne forças, retoma os treinos e alcança um voo como nunca havia experimentado antes. Feliz com a própria conquista, ele decide retornar ao bando, que assistia espantado a tanta ousadia no ar. No entanto, em vez de celebração, o grupo decide julgá-lo e bani-lo. Os líderes decretam que, por não querer ser como os demais e por recusar-se a voar como todos voam, ele estará a partir daquele momento sozinho e sem o apoio da comunidade. É nesse instante de rejeição que seus pais, sem compreender a sua busca, questionam repetidamente o motivo de suas escolhas.

A resposta a esses questionamentos reside no fato de que Fernão não buscava a mera rebeldia, mas sim a sua própria singularidade. Ao romper com as expectativas do bando, ele inicia a jornada para se tornar um indivíduo único, deixando para trás a padronização coletiva para descobrir quem ele realmente é, independentemente da aprovação dos outros.

gaivota sobrevoa o ceu no entardecer em cor alaranjada
Foto de Kader-Namuslu/Pexels

Fernão é convocado agora a se interiorizar, encontrando-se no entardecer de sua jornada. Jung sinaliza que a nossa cultura não nos prepara para a chegada da velhice, e muito menos para a dor de mergulhar em si mesmo e ouvir os anseios da alma. Como fomos ensinados a olhar apenas para fora, a buscar a aprovação do grupo e a seguir as regras do bando, o homem se descobre totalmente desarmado quando a luz do meio-dia começa a se retirar.

Essa solidão forçada pelo exílio não é apenas um castigo social, mas o início de um recolhimento sagrado. Longe do ruído alheio e diante do silêncio do crepúsculo, Fernão não tem mais a quem impressionar ou a quem dar respostas. É nesse vazio que a voz do Self passa a falar mais alto, transformando o isolamento doloroso na verdadeira oportunidade de escuta interna e autodescoberta.

Desse processo emerge o despertar da consciência. Ao aceitar essa solitude e suportar a dor de não pertencer mais ao grupo, seu apego à persona se dissolve, desfazendo por completo a antiga ilusão. O sofrimento do exílio deixa de ser um fim em si mesmo e se torna o canal necessário para o nascimento de um novo indivíduo.

De acordo com a Psicologia Analítica, o despertar da consciência não acontece de forma pacífica, mas sim por meio do confronto direto com o vazio que a perda das referências externas provoca. Ao deixar de buscar as respostas nas expectativas dos seus pais ou nas leis do bando, Fernão finalmente passa a agir a partir do seu centro interior. A escuridão e a solidão que pareciam o fim de sua história revelam-se, na verdade, as condições ideais para que a luz da sua própria alma possa brilhar de maneira autêntica e consciente.

Nessa caminhada e atendendo ao chamado do Self, Fernão vai ao encontro da espiritualidade, vivenciando o que Jung denomina como o religare, a reconexão com o Deus interno. Essa experiência mística e profunda com a própria totalidade transforma radicalmente a sua postura diante do mundo. É essa força interior que o sustenta quando, ao atingir a velhice, ele começa a sentir o peso do tempo e seu corpo cansado já não responde com o mesmo vigor. É essa mesma conexão com o Self que o prepara, enfim, para a travessia final.

Nesse momento, surgem duas gaivotas para levá-lo além, ilustrando o pensamento de Carl Jung de que a morte deveria ser vista como uma passagem, parte indissociável da vida, cujo tempo e mistério escapam inteiramente à nossa capacidade de prever. Por meio dessa transição, morre o velho Fernão para renascer um novo Fernão, que passa por uma profunda preparação interna para voltar ao bando, mas agora movido pela alteridade.

Seu retorno não acontece mais pelo desejo egoico de provar a sua capacidade, de pensar apenas em seu voo ou em sua própria existência isolada. Ao se conectar ao Self, Fernão compreende que a verdadeira individuação não nos afasta da humanidade, mas nos devolve a ela com mais consciência. Ele volta com o propósito genuíno de servir, pensando em como pode ser útil para a construção de um bando melhor, oferecendo a sua evolução como um caminho de libertação para os outros.

Após o período de exílio e de ter alcançado um nível de consciência e de voo quase transcendental em outra dimensão, Fernão encontra instrutores espirituais e percebe que o amor e a perfeição não se sustentam no isolamento. O filme mostra que o ápice da jornada dele é justamente o ato de olhar para trás com compaixão.

Quando retorna para a terra, Fernão se depara com o seu antigo bando ainda preso à mesma rotina, brigando desesperadamente por restos de peixes na praia. Inicialmente, os líderes mantêm a rigidez da tradição e ordenam que ninguém fale com ele ou sequer olhe para ele, pois essa quebra de padrão gera um profundo medo e resistência em toda a comunidade. No entanto, o propósito de Fernão agora transcende a rejeição do grupo. Aos poucos, algumas gaivotas jovens e marginalizadas, que também não se encaixam nas regras rígidas daquele sistema, como a gaivota Fletcher, começam a se aproximar atraídas por essa nova possibilidade de existência. Fernão não retorna para criar uma nova guerra, buscar vingança ou para ser adorado como um ser superior, mas sim para se tornar um professor, compartilhando o seu aprendizado para que os outros também possam se libertar.

Fletcher surge na história como o primeiro discípulo de Fernão e o símbolo vivo de que a evolução individual pode transformar o coletivo. Assim como o mestre, Fletcher é um jovem banido pelo bando por se recusar a aceitar a mediocridade da rotina e por desejar voar mais alto. No início, ele carrega a fúria e o ressentimento da rejeição, mas encontra em Fernão o acolhimento necessário para transformar essa revolta em autoconhecimento. Ao aprender que o voo é a pura expressão da liberdade da mente, Fletcher deixa de ser um jovem incompreendido para se tornar o grande sucessor de Fernão, assumindo o papel de professor e garantindo que o caminho da individuação continue acessível para as próximas gerações que decidirem despertar.

Ao sustentar o processo de individuação, Fernão ouviu o chamado do Self para a interiorização e para a mudança em seus voos. Ele encarou suas próprias sombras, parando de projetá-las nos outros, desapegou-se das máscaras da persona e permitiu-se transformar para a alteridade no mundo. É esse amadurecimento inevitável, que integra a terra, o oceano e o infinito, que nos convoca a olhar para o espelho e questionar: E hoje?

Hoje, mudamos de cenário, mas a dinâmica do bando continua a mesma. Vivemos sob a luz ofuscante de um eterno meio-dia, competindo na praia dos algoritmos e da hiperprodutividade por curtidas e status. Sob esse sol implacável da performance, vestimos as máscaras rígidas da infalibilidade e da vida editada, camuflando o medo de expor nossas quedas. No entanto, quando a vida exige o declínio desse sol, o chamado do Self sussurra no entardecer: um convite incômodo para desacelerar, silenciar o ruído do bando e recolher os próprios raios para iluminar o interior.

Como Jung nos lembra, o propósito da maturidade não é manter o zênite à força, mas aceitar a contração da luz para acolher a sombra e despertar a consciência. É nesse entardecer da alma que o voo deixa de ser vaidade e se transforma em alteridade; desarmados de nossas projeções, o outro deixa de ser uma ameaça e passa a ser um igual. Consumada a metanoia, quem de nós aceitará o desafio de retornar à praia? Como olhar com compaixão para os que ainda disputam restos de peixe sob o sol mecânico? Quem serão os “Fletchers” em nosso caminho, aguardando o silêncio de uma escuta para, finalmente, abrirem as próprias asas na penumbra?

Referências
FERNÃO CAPELO GAIVOTA. Direção: Hall Bartlett. Los Angeles: Paramount Pictures, 1973. 1 DVD (99 min), son., color.e
JUNG, Carl Gustav. A natureza da psique. Petrópolis: Vozes, 2017. [OC 8/2]
JUNG, Carl Gustav. Memórias, sonhos, reflexões. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.JUNG, Carl Gustav. Psicologia do inconsciente. Petrópolis: Vozes, 2017. [OC 7/1]

Foto de Yuhan-Chen/Pexels


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Silmara Simmelink

Psicodramatista formada pela Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama. Psicóloga graduada pela Universidade São Judas Tadeu. Especialista em Gerontologia pelo Albert Einstein e fez curso de extensão da PUC-SP de Fragilidades na Velhice: Gerontologia Social e Atendimento. Pós graduada em psicanálise pela SBPI e Sociopsicologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de SP. Especialização em Saúde do Idoso-UNIFESP. Atua em clínica com abordagem psicodramática e desenvolve oficinas terapêuticas com grupos de idosos. É consultora em Desenvolvimento Humano e especialista em psicologia organizacional titulada pelo CRP/SP. E-mail: ssimmel@gmail.com

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Psicodramatista formada pela Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama. Psicóloga graduada pela Universidade São Judas Tadeu. Especialista em Gerontologia pelo Albert Einstein e fez curso de extensão da PUC-SP de Fragilidades na Velhice: Gerontologia Social e Atendimento. Pós graduada em psicanálise pela SBPI e Sociopsicologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de SP. Especialização em Saúde do Idoso-UNIFESP. Atua em clínica com abordagem psicodramática e desenvolve oficinas terapêuticas com grupos de idosos. É consultora em Desenvolvimento Humano e especialista em psicologia organizacional titulada pelo CRP/SP. E-mail: ssimmel@gmail.com

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