Participe do estudo que visa compreender melhor como vivem e se organizam as redes de apoio das pessoas idosas no Brasil. A participação é voluntária, gratuita e confidencial.
Quem está ao seu lado quando você precisa de ajuda? Quem faz parte da sua rede de suporte, afeto e cuidado? Essas perguntas são o ponto de partida de uma importante pesquisa de doutorado da Universidade de São Paulo (USP), que busca compreender como se organizam as redes de suporte social de pessoas idosas no Brasil.
Embora o envelhecimento da população brasileira seja uma realidade cada vez mais presente, ainda se sabe muito pouco sobre as experiências das pessoas idosas. A falta de dados dificulta a criação de políticas públicas, serviços e estratégias de cuidado que atendam, de fato, às necessidades dessa população de forma adequada e respeitosa.
Vale lembrar que ao longo da vida, muitas pessoas idosas constroem trajetórias marcadas por desafios estruturais devido às desigualdades sociais, mas também desafios relacionados ao preconceito, à discriminação e à exclusão social. Na velhice, essas experiências podem influenciar a forma como os vínculos afetivos, familiares e comunitários são construídos e mantidos.
Por que esta pesquisa é importante?
O estudo, que tem como pesquisadores Camila Rocha Ferreira (coordenadora), Desiree Rodrigues da Veiga, Marisa Accioly Rodrigues da Costa Domingues e Flávio Rebustini, tem como objetivo compreender e mapear as redes de suporte social de pessoas com 60 anos ou mais, contribuindo para tornar visíveis formas de cuidado que muitas vezes não são reconhecidas pelas pesquisas tradicionais.
Além disso, a investigação busca aperfeiçoar instrumentos científicos utilizados para avaliar o suporte social, garantindo que eles representem de maneira mais justa e inclusiva as velhices plurais.
CONFIRA TAMBÉM:
O estudo conta com o apoio da CAPES e do Itaú Viver Mais e Portal do Envelhecimento, já que um recorte da pesquisa foi apresentado e selecionado pelo 5º Edital Acadêmico de Pesquisa: Envelhecer com Futuro, em 2026.
A ajuda de todos, seja respondendo (caso tenha acima de 60 anos) ou divulgando o estudo nos diversos grupos, é muito importante para fortalecer o cuidado, o envelhecimento saudável e a qualidade de vida das pessoas idosas existentes hoje no Brasil e, certamente, as do amanhã.
Como a pesquisa será realizada?
Para compreender melhor como vivem e se organizam as redes de apoio das pessoas idosas no Brasil, a pesquisa utilizará instrumentos científicos desenvolvidos e validados no país. Os participantes responderão à Escala de Rede de Suporte Social de Idosos (ERSSI), à Escala de Vulnerabilidade Familiar (EVFAM-BR) e a um breve questionário sócio-biodemográfico (vejam nas referências abaixo). Essas informações ajudarão a identificar fatores de proteção, situações de vulnerabilidade e possíveis riscos de isolamento social, contribuindo para o desenvolvimento de ações, programas e políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável.
Os resultados poderão contribuir para:
– Fortalecer políticas públicas voltadas à população idosa;
– Produzir conhecimento científico sobre envelhecimento e diversidade;
– Apoiar profissionais da saúde e da assistência social no desenvolvimento de práticas mais inclusivas;
– Dar visibilidade às diferentes formas de família, afeto e cuidado presentes nas trajetórias da população idosa.
Quem pode participar?
Podem participar pessoas que:
– Tenham 60 anos ou mais;
– Residem no Brasil;
– Possuam acesso à internet para responder ao questionário online.
Como funciona a participação?
A participação é voluntária, gratuita e totalmente confidencial.
O questionário é respondido de forma online e aborda aspectos relacionados à rede de apoio, relações familiares, vínculos afetivos e características sociodemográficas. Nenhuma informação que permita identificar os participantes será divulgada, leva em média 30 minutos para responder.
A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa e segue todas as normas nacionais de proteção aos participantes.
A participação de todos faz a diferença
Cada resposta representa uma oportunidade de ampliar o conhecimento sobre as velhices, fortalecer a produção científica brasileira e contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva e preparada para acolher a diversidade e heterogeneidade das velhices plurais.
Se você se encaixa nos critérios ou conhece alguém que possa participar, compartilhe esta pesquisa.
Juntos, podemos tornar visíveis histórias, experiências e redes de cuidado que merecem ser reconhecidas, valorizadas e fortalecidas.
Conheça quem são os pesquisadores deste estudo:
Fazem parte desta pesquisa os seguintes pesquisadores: Camila Rocha Ferreira, coordenadora do estudo. Ela é Doutoranda e Mestra em Gerontologia pela USP (EACH/USP), Especialista em Gerontologia pela SBGG. Assistente Social, com especializações em Organização e Gestão de Políticas Sociais, Psicopatologia e Saúde Pública e Gestão de Redes de Atenção à Saúde. Atua na Saúde Pública desde 2009, com experiência em gestão e políticas públicas para a pessoa idosa.
Também compõe este seleto grupo Desiree Rodrigues da Veiga, Doutoranda e Mestra em Gerontologia pela USP (EACH/USP). Especialista em Reabilitação Cardíaca e Condicionamento de Grupos Especiais e em Psicologia do Esporte, além de formação em Pesquisa Clínica pela Harvard T.H. Chan School of Public Health. Atua nas áreas de envelhecimento, promoção da saúde e educação física.
A renomada professora Marisa Accioly Rodrigues da Costa Domingues, Doutora e Mestra em Saúde Pública pela USP, Especialista em Gerontologia pela SBGG. Docente da Graduação e Pós-Graduação em Gerontologia da EACH-USP, com atuação em pesquisas sobre envelhecimento, suporte social e políticas públicas. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e representação em conselhos e comissões acadêmicas.
E o professor Flávio Rebustini, reconhecido no país por validação de instrumentos, Pós-doutor em Desenvolvimento Humano e Tecnologias (UNESP) e em Psicometria (Université du Québec à Trois-Rivières, Canadá). Doutor em Desenvolvimento Humano e Tecnologia e Mestre em Ciências da Motricidade. Professor da Pós-Graduação em Gerontologia da EACH-USP, com atuação em psicometria, análise de dados, e envelhecimento.

Participe da pesquisa
– Link do questionário: https://camilarochafoliveira.questionpro.com/t/AdKjHZ8r73
– Instituição responsável: Universidade de São Paulo (USP)
– Pesquisa de Doutorado
– Dúvidas e informações: camilarochaoliveira@usp.br
Referências
FERNANDES, A. L. P. Construção e Validação da Escala de Redes de Suporte Social de Idosos – ERSSI. Orientadora: Marisa Accioly Rodrigues da Costa Domingues. 2018. 120 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018.
FERREIRA. C. R. Evidências de validade de estrutura interna da Escala de Rede de Suporte Social de Idosos – ERSSI. Orientadora: Marisa Accioly Rodrigues da Costa Domingues, coorientador, Flávio Rebustini, 2024. 133 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024.
SOUZA, Evelyn Lima de et al. Escala de Vulnerabilidade Familiar: evidências de validade na atenção primária à saúde. Revista de Saúde Pública, v. 57, p. 5s, 2024.
SOUZA, Evelyn Lima de et al. Family Vulnerability Scale: evidence of content and internal structure validity. Plos one, v. 18, n. 10, p. e0280857, 2023.
Foto de destaque: arquivo Portal do Envelhecimento
