A 6ª Conadipi consolida o conceito de “múltiplas velhices, representando um passo decisivo para que o Brasil envelheça com a garantia de um futuro mais justo e equânime.
A cidade de Brasília foi o palco, entre os dias 16 e 19 de dezembro de 2025, de um dos marcos mais significativos para a cidadania brasileira: a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CONADIPI). Sob o tema “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência da Equidade, Direitos e Participação”, o evento reuniu delegações de todo o país para consolidar diretrizes que guiarão as políticas públicas voltadas à longevidade nos próximos anos.
Os objetivos principais da 6ª CONADIPI foram: a 1) A participação social, visando propor ações que superem barreiras ao direito de envelhecer com dignidade; 2) desafios do envelhecimento plural, buscando identificar o que ainda falta nas leis, políticas e práticas para garantir os direitos da pessoa idosa; e c) Equidade e proteção, a fim de apontar ações para promover, defender e proteger os direitos e a cidadania das pessoas idosas em todo o país.
A Conferência Nacional não é um evento isolado, mas o ápice de um amplo processo democrático iniciado nas bases. Antes do encontro em Brasília, ocorreram mais de 2.550 conferências municipais, 26 estaduais, uma distrital e 21 conferências livres nacionais. Esse fluxo garante que as demandas reais de diferentes realidades brasileiras — do campo à cidade, das periferias às comunidades tradicionais — cheguem ao centro das decisões governamentais.
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A Conferência é um espaço de participação social e controle democrático. Nela, representantes do governo e da sociedade civil avaliam as políticas atuais e propõem novas ações. Durante os quatro dias de debates intensos, autoridades como a Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, o Secretário Nacional, Alexandre da Silva, e Maria Cecília Minayo enfatizaram que envelhecer com dignidade é um direito coletivo que exige o combate direto ao idadismo e à invisibilidade.
O evento também contou com a presença da escritora Conceição Evaristo, que reforçou a importância da memória e da ancestralidade na construção de uma sociedade que respeite suas diversas formas de envelhecer.
E entre os momentos de destaque, houve o lançamento da nova Caderneta da Pessoa Idosa do SUS, uma ferramenta estratégica para o monitoramento da saúde e promoção da autonomia.

Legado
A 6ª CONADIPI representou um passo decisivo para que o Brasil não apenas envelheça, mas envelheça com a garantia de que a sabedoria e a experiência de seus cidadãos sejam a base de um futuro mais justo e equânime.
Também consolida para as futuras gerações o conceito de “múltiplas velhices”, que são: “as mulheres, as pessoas com deficiência, as pessoas de diversas orientações sexuais e identidades de gênero, as pessoas migrantes, as pessoas em situação de pobreza ou marginalização social, os afrodescendentes e as pessoas pertencentes a povos indígenas, as pessoas sem teto, as pessoas privadas de liberdade, as pessoas pertencentes a povos tradicionais, as pessoas pertencentes a grupos étnicos, raciais, nacionais, linguísticos, religiosos e rurais, entre outros”, de acordo com o Artigo 5º da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas, que estabelece o direito à igualdade e a proibição de qualquer discriminação baseada na idade, reconhecendo a diversidade de contextos em que o envelhecimento ocorre.
Esta narrativa deixa de ser um termo técnico para integrar tanto os registros oficiais quanto o vocabulário cotidiano da sociedade. Um legado fundamental!!

Documento final apresenta propostas prioritárias
As discussões da 6ª Conferência Nacional foram estruturadas em eixos centrais, que sintetizam as maiores urgências da população idosa brasileira. Abaixo, apresentamos as propostas prioritárias que emergiram como finalistas após os debates temáticos:
Fotos: Divulgação
Atualizado às 10h30
