Batidas na porta da frente: é o tempo

Batidas na porta da frente: é o tempo

Para você Nana Caymmi (lá onde estiver), para todos os eternos namorados deste tempo e para meu eterno lindo, meu desejo, meu sonho, você, a melhor parte de mim.


No início o desejo era apenas de um farelinho, já que mais… claramente não seria possível. Ah… depois de um bom tempo, esse farelinho, virou uma bela fatia daquele pão quentinho, bem gostoso, crocante e recheado de múltiplas expectativas, guloseimas nunca degustadas. Mas o tempo foi generoso comigo ou talvez a fé, a mandinga, os santos, as novenas, as promessas, as velas… quem sabe. Enfim, a bela fatia se transformou num lindo pão inteiro, corado e só meu, era o sonho realizado, não na sua totalidade, mas ele acontecia e, para quem tem fé, como eu, tudo seria possível. Olha só a ironia, somos humanos, sou humana e quis, quero e sempre vou querer mais. Observação crucial: sempre há que se enfrentar, um dia, o limite ou os limites. Pergunte-me: o que te levou a todo esse percurso de anos de tantos quereres? A minha resposta ao tempo seria: por te amar demais, te amar maior que o céu. Só o sentimento mais doce, profundo, respeitoso, protetor e generoso ultrapassa limites, destrói barreiras e guarda, blinda do mundo o mais precioso: que é VOCÊ. (LHMussi, 2025)

E trazendo aquela que tantas vezes ouvi, meus agradecimentos por você ter feito parte da minha vida de adolescente e mulher adulta. Saudades Nana Caymmi, quem sabe um dia nos encontraremos e cantaremos juntas “Resposta Ao Tempo”.

Eu bebo um pouquinho pra ter argumento. Algumas palavras delicadas, sutis, meu amor, eu só te diria depois de um bom xeres. Falta-me coragem para as perguntas. Sei que elas, muitas vezes, levam-nos a caminhos desconhecidos. Assim sendo, opto por apenas um gole, suave, um que me mantenha cautelosa e permita-me viver em total segurança. Sei o que consigo ouvir.

É Nana, é o amor.

Tenho consciência que fico sem jeito, calada, e você ri: “relaxa, nada é o que você pensa”. Será que você zomba do quanto eu chorei? Não, sei que não, sei que você se angustia, sei que você é um ser humano bom porque sabe fazer o pior de mim passar e sabe que eu não sei, que eu apenas engatinho pela vida. A inconsciência consciente.

É Nana, é o amor.

Num dia azul de verão, sinto o vento, sinto você, sinto as folhas em meu coração, é o tempo. Recordo seu amor que perdi, há tantos anos. Éramos iguais, eu notei, eu vivi e, ao mesmo tempo, sabia que você não poderia ficar ou poderia e não queria.

É Nana, é o amor.

Eu girava em torno de você e nem um olhar eu recebia. Sussurrava-me incessantemente que conseguiria apagar os seus caminhos já trilhados, que seus amores de outrora terminariam no escuro e sozinhos. O meu nunca.

Esses seus amores ou desejos te aprisionariam, adormeceriam suas paixões, enquanto o meu te libertaria, te despertaria para minha existência, mesmo sendo ainda uma existência de menina.

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Música “Resposta ao Tempo”

Hoje, já mulher, não mais aquela menina, penso que o tempo se rói com inveja de mim, vigia-me querendo aprender e apreender.

É Nana, como eu morro de amor, como eu queria tentar reviver e fazer de um tudo o diferente. Será que assim eu conseguiria tê-lo para mim?

No fundo, acho que sou uma eterna criança que não soube amadurecer.

Contrariando seu lindo canto Nana, eu afirmo: eu nunca poderei esquecê-lo e sei, com toda a certeza, que o amor que ele me dá, homem da minha vida, nunca irá me esquecer.  Eu o proíbo.

Foto de Pixabay


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Luciana Helena Mussi

Engenheira, psicóloga, mestre em Gerontologia pela PUC-SP e doutora em Psicologia Social PUC-SP. Membro da Comissão Editorial da Revista Kairós-Gerontologia. Coordenadora do Blog Tempo de Viver do Portal do Envelhecimento. Colaboradora do Portal do Envelhecimento. E-mail: lucianahelena@terra.com.br.

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Engenheira, psicóloga, mestre em Gerontologia pela PUC-SP e doutora em Psicologia Social PUC-SP. Membro da Comissão Editorial da Revista Kairós-Gerontologia. Coordenadora do Blog Tempo de Viver do Portal do Envelhecimento. Colaboradora do Portal do Envelhecimento. E-mail: lucianahelena@terra.com.br.

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