O evento convida a refletir sobre o envelhecer da população negra em uma sociedade marcada por desigualdades, mas também por resistência.
O I Seminário Nacional sobre Envelhecimento e Velhices Negras tem o objetivo de apresentar dados, refletir sobre as diferenças dos indicadores sociais ao longo da vida e na velhice negra, bem como encontrar rotas para acertar o caminho durante as fases da vida para que pessoas negras consigam superar os 60 anos e viver uma velhice com mais qualidade de vida, felicidade, com condições socioambientais decentes e consigam usufruir dos bens materiais socialmente produzidos ao longo da vida.
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O evento foi motivado pela proclamação da Segunda Década que representa uma nova oportunidade para que pessoas afrodescendentes possam gozar plena e efetivamente do desenvolvimento sustentável e de todos os seus direitos humanos. Depois de décadas de luta, a Organização das Nações Unidas (ONU) passou a considerar a promoção e proteção dos direitos humanos para a população afrodescendente do mundo como uma de suas prioridades. Como ação, a Assembleia Geral da ONU proclamou em 2015, a Década dos Povos Afrodescendentes para ser observada até 2024.
O tema foi “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”, a década foi renovada para a Segunda Década Internacional dos Povos Afrodescendentes, com o mesmo tema, no período de 2025 a 2034.
A proclamação da Segunda Década representa uma nova oportunidade para que pessoas afrodescendentes possam gozar plena e efetivamente do desenvolvimento sustentável e de todos os seus direitos humanos.
O envelhecimento populacional já é um fenômeno presente no Brasil, a queda da fecundidade e a diminuição da natalidade estreitou a base da pirâmide social. O censo de 2022 revelou que o total de pessoas com mais de 65 anos teve uma alta de 57,4% frente a 2010.
De acordo com o IBGE (2022), o número de pessoas idosas cresceu 57,4% em 12 anos, corresponde a 15,8% da população total do país. Desta parcela, 47,7% da população idosa é negra. Em termos de longevidade média e qualidade de vida, pessoas brancas tendem a envelhecer mais e melhor do que pessoas negras. E entre pessoas negras são os homens os que menos atingem a idade dos 60 anos.
De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e o Itaú Viver Mais (2021), em São Paulo e Salvador os indicadores de exposição à violência têm pior desempenho, de modo geral.
Do ponto de vista das desigualdades raciais e de gênero, na capital paulista homens negros estão mais expostos à violência que homens brancos. Em São Paulo, a exposição à violência dos homens negros é pior que a dos homens brancos em todas as faixas etárias, chegando a uma diferença de 25,0 pontos entre aqueles com 80 anos ou mais. Na capital baiana, são as mulheres negras as mais expostas à violência.
I Seminário Nacional sobre Envelhecimento e Velhices Negras, promovido pelo Instituto Gera, contará com palestrantes renomados, apresentação cultural, lançamento de livros e momento de reverência aos que vieram antes e continuam ativos na luta antirracista.

Serviço
I Seminário Nacional sobre Envelhecimento e Velhices Negras
Data: 11/12/2025
Horário – 9h às 17h
Local: PUC Consolação
Inscrições: https://forms.gle/dz4BnkvAK7oVMzjH7
Foto de destaque: Majkel Berger/pexels.
