Você já parou para pensar no seu cardápio diário? O que você acha da frase atribuída a Hipócrates: “Faça do seu alimento o seu remédio”?
Mesmo sendo uma citação antiga, a frase “faça do seu alimento o seu remédio”, continua muito atual e necessária. Este é um assunto sobre o qual já escrevemos algumas vezes neste espaço, pois estamos esquecendo o básico!
Hoje, muitas vezes comemos apenas para matar a fome ou satisfazer um desejo rápido. Arriscamos, por exemplo, barrinhas ou alimentos industrializados e ultraprocessados que acabam ocupando cada vez mais espaço, sem que pensemos nas consequências para a saúde. Pesquisas recentes mostram que esse comportamento tem impacto direto no aumento de problemas como obesidade, diabetes, alergias e doenças inflamatórias.
Ao mesmo tempo, a alimentação natural, simples e caseira vem sendo deixada de lado sob a alegação de que “não dá tempo para preparar” ou “não sei fazer”. Mas comer não é só se alimentar.
CONFIRA TAMBÉM:
Alimentar-se vai muito além do prato
Na correria do dia a dia, especialmente nas grandes cidades, tornou-se comum comer assistindo à TV, mexer no celular durante as refeições e não prestar atenção ao que se está ingerindo. No entanto, comer com atenção faz toda a diferença para a saúde. Sentar-se à mesa, conversar e perceber o sabor, a textura e o aroma dos alimentos faz parte do processo de nutrir o corpo e a mente.
Infelizmente, esse hábito está se perdendo; hoje, é comum ver até casais em restaurantes focados apenas em seus celulares. Como educadora com a missão de “Educar com Alimentos”, meu propósito é aliar a natureza e sua diversidade ao prazer de redescobrir alimentos de cada território e, no caso do Brasil, de cada bioma.
Estamos vivendo um momento de desconexão com o ato de cozinhar e comer. Mas há movimentos contrários crescendo, como a Nutrição Comportamental, o Mindful Eating e o Slow Food. Essas abordagens incentivam:
– Comer com atenção;
– Perceber os sentidos (sabor, textura, aroma);
– Valorizar o preparo dos alimentos no ato de cozinhar.
Assim, cozinhar volta a ser um momento de autocuidado.
Alimentação e inflamação: qual a relação?
Um dos temas mais estudados atualmente é a inflamação crônica, associada a diversas doenças, especialmente com o avanço da idade. A boa notícia é que a alimentação pode ajudar muito no controle desse processo.
O que evitar (ou reduzir):
– Açúcar em excesso: doces, refrigerantes e bolos;
– Gorduras ruins: frituras, margarina e carnes muito gordurosas;
– Carboidratos refinados: pão branco e massas refinadas;
– Ultraprocessados: embutidos, salgadinhos e comidas prontas;
– Álcool em excesso.
O que incluir no dia a dia:
Gorduras boas: azeite de oliva, peixes (sardinha, atum, salmão), abacate e castanhas;
Frutas e verduras: frutas vermelhas, folhas verdes (couve, espinafre), brócolis, couve-flor e frutas cítricas;
Alimentos integrais: aveia, arroz e pães integrais;
Leguminosas: feijão, lentilha e grão-de-bico;
Temperos naturais: cúrcuma (açafrão), gengibre, alho, canela e chá verde.
Dicas práticas para adultos e pessoas idosas
– Beba água regularmente;
– Cozinhe mais em casa e prefira alimentos naturais;
– Inclua fibras diariamente;
– Busque equilíbrio, não perfeição;
– Pratique exercícios físicos e busque um sono de 8 horas;
– Procure orientação profissional: cada pessoa é única e um nutricionista pode adequar o plano alimentar à sua realidade.
Cuidar da alimentação é cuidar da vida. Pequenas mudanças trazem grandes benefícios ao longo do tempo e nunca é tarde para começar!
Foto de Tima Miroshnichenko/pexels.
