Segurança medicamentosa

O Instituto Lado a Lado apresentou uma pesquisa sobre segurança medicamentosa realizada com pacientes com doenças cardiovasculares, autoimunes e câncer. Médicos também foram ouvidos na análise qualitativa. A pesquisa revela que a maioria dos pacientes (em todos os níveis de escolaridade) relata os efeitos adversos do medicamento para o médico. No entanto, os médicos acabam reportando apenas os efeitos não usuais para as farmacêuticas.

 

A pesquisa “A Jornada do Paciente com Doenças Crônicas com foco na sua segurança medicamentosa, no sistema público e privado brasileiro”, apresentada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida e pela ClapBio traça o caminho que o paciente percorre do diagnóstico até o uso de medicamentos. O levantamento foi feito com pacientes com doenças cardiovasculares, autoimunes e câncer. Médicos também foram ouvidos na análise qualitativa.

A pesquisa revela que a maioria dos pacientes (em todos os níveis de escolaridade) relata os efeitos adversos do medicamento para o médico. No entanto, os médicos acabam reportando apenas os efeitos não usuais para as farmacêuticas. “O médico tem que relatar todos os efeitos adversos para as farmacêuticas porque se não fizer isso prejudica o sistema como um todo. Se um efeito adverso se repete com frequência é preocupante, por isso todos têm que ser relatados”, afirma Ricardo Garcia, médico e pesquisador do ClapBio, Centro Latino de Pesquisas em biológicos.

O paciente também precisa estar bem informado. Segundo a pesquisa, 86% dos pacientes que têm ensino fundamental e médio e 85% dos que têm ensino superior disseram que não receberam ou foram insuficientes as informações recebidas sobre aplicação dos medicamentos auto injetáveis.

Não perca nenhuma notícia!

Receba cada matéria diretamente no seu e-mail assinando a newsletter diária!

Os médicos têm que informar o paciente. Mas é importante também que o paciente na consulta o questione sobre: o diagnóstico, o prognóstico, como será o tratamento (se o objetivo é a cura ou a melhora dos sintomas), como administrar o medicamento e por quanto tempo; o que deve fazer se tiver algum efeito colateral e quando deve retornar ao médico.

“O paciente tem que dizer para o médico tudo o que ele tem, que doenças teve, quais os sintomas, quais medicações está tomando”, afirma Ricardo Garcia. A partir do levantamento, o Instituto Lado a Lado pela Vida pretende definir uma estratégia para ajudar na qualidade, eficácia e segurança medicamentosa dos pacientes com doenças crônicas em toda a sua jornada.

Instituto Lado a Lado pela Vida

O Instituto Lado a Lado pela Vida tem a missão de ampliar o acesso às novas tecnologias e humanizar a saúde de norte a sul do Brasil através do diálogo, do acolhimento e da promoção do bem-estar físico e emocional. Com foco de atuação em Doenças Crônicas, o Instituto Lado a Lado junto com ClapBio (Centro Latino Americano de Pesquisas em Biológicos) encomendaram o estudo à Kaiser Associates, pioneira em pesquisa primária para tomadas de decisões estratégicas, com sede em Washington e presente em mais de 30 países.

Site: www.ladoaladopelavida.org.br
Face: www.facebook.com/institutoladoaladopelavida

Portal do Envelhecimento

Compartilhe:

Avatar do Autor

Portal do Envelhecimento

Portal do Envelhecimento escreveu 4503 posts

Veja todos os posts de Portal do Envelhecimento
Comentários

Os comentários dos leitores não refletem a opinião do Portal do Envelhecimento e Longeviver.

LinkedIn
Share
WhatsApp
Follow by Email
RSS