Educação digital para acesso ao cuidado integral é tema de Conferência Livre Nacional

Educação digital para acesso ao cuidado integral é tema de Conferência Livre Nacional

A transformação digital pode ser motor de inclusão, justiça social e fortalecimento do cuidado coletivo e do autocuidado.


A Conferência Livre Nacional “Pelo direito da pessoa idosa à educação digital para ampliação do acesso ao cuidado integral” (CLN-PI-EDigital) é uma etapa preparatória para a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (6ª CONADIPI), a ser realizada em dezembro, em Brasília, promovida pela Fiocruz Brasília.

A 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (Conadipi) apresenta como desafio a formulação de políticas públicas que garantam os direitos das pessoas idosas em suas diversas realidades. E a Conferência Livre Nacional considera o letramento e a educação digital como estratégia para o cuidado integral, proteção contra violências e abandono social, e instrumentos de participação social e fortalecimento das relações entre gerações.

Por isso, ao destacar o letramento, ou seja, a capacidade de se utilizar a tecnologia digital no dia a dia com confiança e responsabilidade, o encontro “Pelo direito da pessoa idosa à educação digital para ampliação do acesso ao cuidado integral” busca contribuir com a temática da educação digital e o direito à informação, como direitos humanos que promovem o protagonismo, o cuidado, o autocuidado e a proteção das pessoas idosas. Temas que fazem parte da Conadipi.

O evento, híbrido, parte do princípio de que o direito ao letramento e à educação digital é parte do direito à cidadania plena, à dignidade, ao autocuidado e ao cuidado integral das pessoas idosas. Portanto precisa ser compreendido como política estruturante, conectada ao enfrentamento da violência, ao fortalecimento do protagonismo, à ampliação das redes de solidariedade e ao combate à solidão.

As redes de solidariedade se dão principalmente com as relações intergeracionais que, ao aproximar pessoas de diferentes idades, ampliam esse potencial transformador, criando pontes de diálogo, reduzindo distâncias tecnológicas e sociais e contribuindo para que ninguém fique para trás na era digital.

A transformação digital pode ser motor de inclusão, justiça social e fortalecimento do cuidado coletivo e do autocuidado — em consonância com a legislação nacional e os princípios das políticas públicas inclusivas.

De acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa e com políticas intersetoriais conduzidas pelos Ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS), da Educação (MEC), de Ciência e Tecnologia e Inovação e outros, é urgente investir no letramento e na educação digital como política pública determinante para garantir que todas as pessoas idosas, inclusive aquelas que não utilizam meios digitais, tenham seu direito ao cuidado integral respeitado e que possam receber informações atualizadas sobre seus direitos.

A Conferência Livre Nacional “Pelo direito da pessoa idosa à educação digital para ampliação do acesso ao cuidado integral” se propõe, então, a reunir reflexões, propostas e compromissos coletivos para que o Brasil avance no reconhecimento e na garantia do direito das pessoas idosas ao letramento e à educação digital, fortalecendo políticas públicas que acolham todas as velhices e o direito à longevidade com qualidade de vida.

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Questões para elaboração de propostas

A) Em relação ao letramento e educação digital como estratégia para o cuidado integral da pessoa idosa:

1 – Que medidas, ações ou projetos poderemos levar à 6ª CONADIPI visando a implementação do letramento e da educação digital para ampliação do acesso ao cuidado integral da pessoa idosa?

2 – Que ações, projetos ou programas devem ser criados ou ampliados pelo poder público (especificar em que esfera de gestão e quais órgãos) para fortalecer o letramento e a educação digital das pessoas idosas?

3 – Quais medidas são essenciais, e quais os poderes seriam responsáveis (executivo, legislativo, judiciário) para a implementação efetiva do direito ao letramento e à educação digital da pessoa idosa?

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4 – Os sites e páginas do governo nem sempre são amigáveis e o acesso não é muito fácil. Além disso, a linguagem utilizada dificulta a compreensão das pessoas idosas. Nesse sentido, a) Como facilitar o acesso das pessoas idosas às páginas e sites do governo? b) De que forma as pessoas idosas poderiam participar desse processo? E c) Como facilitar o acesso de pessoas idosas à internet e a aquisição de tecnologias digitais, nas diferentes regiões do país?

B) Em relação ao letramento e educação digital como proteção contra violências e abandono social:

1 – Que ações, tecnologias (hardware e software), projetos e medidas poderão ser propostos para que o letramento e a educação digital das pessoas idosas contribuam, de maneira efetiva, com o combate às múltiplas violências contra essa população?

2 – Quais os temas mais urgentes e relevantes que devem ser trabalhados no letramento e na educação digital visando o autocuidado e a proteção da pessoa idosa quanto às múltiplas violências associadas às tecnologias digitais?

3 – Quais as medidas a propor no campo da educação e tecnologias digitais para as pessoas idosas, que ampliem o acolhimento e ajudem a combater o isolamento e a solidão?

C) Em relação à educação digital, participação social e fortalecimento das relações intergeracionais:

1 – Quais as medidas, relacionadas ao letramento e à educação digital, que mais podem contribuir para incentivar a participação cidadã e o protagonismo da população idosa na ampliação de seus direitos e na construção da longevidade com qualidade de vida?

2 – A fim de acelerar o letramento e a educação digital para as pessoas idosas, que propostas e medidas podem ser sugeridas aos órgãos das três esferas de governo para melhorar as relações e parcerias entre: a) as entidades (públicas e privadas); b) Os profissionais das diversas especialidades; e c) As gerações.

3 – Sugerir propostas e medidas a fim de ampliar a acessibilidade e a produção de conteúdos digitais para a inclusão e participação das múltiplas velhices. Listar os respectivos agentes institucionais aos quais as sugestões serão dirigidas.

Inscrições

As inscrições já estão abertas por meio de formulário online. Quem optar pela participação virtual receberá, por e-mail, o link de acesso à sala de discussão.

Acesse aqui o documento do Texto Base da Conferência.

Clique aqui e faça sua inscrição no evento.

Foto de Shvets production/pexels.


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