A qualidade do envelhecimento está associada ao modo como uma pessoa vive e como ela enxerga seu mundo, portanto se ela começa a dirigir a atenção para si mesma, percebendo seus sentimentos, pensamentos, desejos e aflições, é possível que essa ampliação de consciência traga um pouco de calma e iluminação, um envelhecer com mais sentido e menos sofrimento.
Isabela Mayuri e Ruth Gelehrter da Costa Lopes (*)

Em ritmo ascendente, idosos de todas as idades são orientados a tratar de suas doenças com medicamentos. Pouco é falado sobre alternativas para cuidar não da doença, e sim da saúde de cada um.
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Os medicamentos provêm da indústria farmacêutica, estão inseridos no ciclo do consumo com infinitos incentivos a consumi-los e diversas promessas de remoção rápida do desconforto. Eles são indicados sem antes se alterar alimentação, qualidade de sono e estilo de vida, que estão diretamente relacionados à condição de nossa vida física e emocional. Tais desconfortos podem ser mais sofridos na velhice, alvo de estigmatização e da cultura do antienvelhecimento.
Exemplo de uma alternativa bem sucedida é o projeto de meditação realizado com 140 idosos na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): dentre os 59 idosos que praticavam a meditação diariamente, 71% melhoraram a postura e o humor, 64% a respiração, 62% a disposição, 57% o sono e a alimentação e 45% acusaram melhora em relação a suas doenças crônicas. A participante Nilda Maria de Jesus, de 64 anos, afirma que com a meditação diária já conseguiu diminuir seus remédios e até ensinou sua filha a meditar.
Uma matéria do Jornal do SBT Manhã que conta sobre esta pesquisa da Unifesp noticia: “Idosos que meditam recuperam a qualidade de vida”. Nesta matéria, relatos trazendo os benefícios da prática alternam-se com imagens de idosos meditando, relaxados e concentrados, autores de sua própria cura.
A meditação se deu em diversas culturas no mundo todo e é uma técnica milenar, sendo que foi mantida e praticada até hoje no Oriente. A palavra meditar vem do latim meditare, que significa “voltar a atenção para dentro de si”.
A qualidade do envelhecimento está associada ao modo como uma pessoa vive e como ela enxerga seu mundo, portanto se ela começa a dirigir a atenção para si mesma, percebendo seus sentimentos, pensamentos, desejos e aflições, é possível que essa ampliação de consciência traga um pouco de calma e iluminação, um envelhecer com mais sentido e menos sofrimento.
Referências
JUNQUEIRA, D. (2010). Meditação ajuda idosos a tratar doenças
crônicas e a transformar suas vidas. Disponível Aqui. Acesso em 21/07/2015.
VÍDEO – JORNAL DO SBT MANHÃ (2011). Idosos que meditam recuperam a qualidade de vida. Disponível Aqui. Acesso em 21/07/2015.
(*) Isabela Mayuri – Aluna do curso de graduação de Psicologia, da Pontifícia Universidade Católica – PUCSP, 5º semestre. Email: [email protected]. Ruth Gelehrter da Costa Lopes – Supervisora Atendimento Psicoterapêutico à Terceira Fase da Vida. Profa. Dra. Programa Estudos Pós Graduados em Gerontologia e no Curso de Psicologia, FACHS. Email: [email protected]