Diabetes, hipertensão e câncer em São Paulo

Diabetes, hipertensão e câncer em São Paulo

Histórico familiar, genética e estilos de vida propiciam o aparecimento de diabetes, hipertensão, câncer.

Fonte: Cedoc Umane


Nas capitais brasileiras, mais de 3,5 milhões de adultos convivem com diabetes; entre eles, pouco mais de um milhão estão em um único município: São Paulo (SP). Dados disponíveis na plataforma do Observatório da Atenção Primária à Saúde (Observatório da APS) mostram que os diagnósticos de diabetes, hipertensão e diferentes tipos de câncer estão aumentando na capital paulista, além de responderem por um elevado número de internações e óbitos.

Destaque também para os dados sobre morte prematura (entre 30 e 69 anos) por doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Este grupo de doenças é uma das principais causas de mortes evitáveis no mundo todo. Na cidade de São Paulo, representou 305,2 mortes prematuras a cada 100 mil habitantes em 2022, segundo o SIM-DATASUS.

Fonte: Diagnóstico por municípios – São Paulo (SP), no Observatório da APS

São Paulo: a capital com maior percentual de casos de diabetes

Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela produção ineficiente ou resistência a ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que tem como principal função propiciar a entrada de glicose para as células. Altamente prevalente na população brasileira, atualmente mais de 13 milhões de brasileiros convivem com esta enfermidade, estima a Sociedade Brasileira de Diabetes.

Em 2020, a prevalência de diabetes entre a população adulta do município de São Paulo era de 8,5%, somando 757.728 pessoas. Já em 2023 a porcentagem ficou em 12,1%, totalizando 1.083.135 paulistanos diagnosticados com diabetes. Isso posiciona a cidade como a capital brasileira com maior percentual de pessoas com diabetes, empatada com Brasília (DF).

Fonte: Dados do Vigitel, disponíveis no Observatório da APS

Por outro lado, os números relativos às internações relacionadas a diabetes verificados em 2022 foram menores do que em 2020. Conforme o SIH/DATASUS, naquele ano, 8.104 paulistanos foram internados, resultando numa taxa de 68,9 internações por 100 mil habitantes. Em 2022, os índices caíram quase pela metade: 4.135 pessoas precisaram de internação devido a diabetes, uma taxa de 35 a cada 100 mil habitantes. (Dados de 2022 ainda podem sofrer atualização).

A hipertensão em São Paulo

hipertensão é uma doença caracterizada por uma elevação persistente da pressão arterial associada a uma elevação dos níveis sanguíneos de sódio, levando a um risco aumentado de eventos cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico, bem como a lesões de órgãos como coração e rins.

A exemplo do diabetes, a prevalência da hipertensão na cidade de São Paulo também tem aumentado, segundo dados do Vigitel consultados no Observatório da APS. Em 2020 o percentual era de 27,3%, acometendo 2.424.236 paulistanos. Em 2023 foi verificado um ligeiro aumento, totalizando 28,9% da população adulta, um total de 2.587.499 pessoas diagnosticadas com a doença.  

A prevalência de hipertensão aumenta com a idade e, nas faixas etárias mais avançadas, impactam mais da metade da população. Na capital paulista, 51,7% da população entre 55 e 64 anos possui diagnóstico de hipertensão; na faixa etária de 65 anos ou mais, são 58,4%.

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Fonte: Dados do Vigitel, disponíveis no Observatório da APS

Quando olhamos para as internações devido complicações da hipertensão, verifica-se a mesma tendência de queda no número de pessoas internadas observada com diabetes. Em 2020 foram 36,8 internações por 100 mil habitantes, enquanto em 2021 o índice ficou em 15,3 e caiu para 14,8 em 2022, novamente com dados do SIH-DATASUS.

Câncer de mama e de próstata

No Brasil todo, os cânceres de próstata e mama são os que mais afetam a população. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2023 foram 71.730 novos diagnósticos de câncer de próstata e 73.610 de câncer de mama. Até 2025, as estimativas são para 704 mil novos casos de câncer no Brasil. As regiões com maior incidência são a sul e sudeste, concentrando 70% dos diagnósticos. 

Em São Paulo (SP), o Painel Oncologia do DATASUS aponta que 1.952 mulheres foram diagnosticadas e receberam tratamento de câncer de mama no SUS (rede pública e rede conveniada) em 2020. Já em 2023, foram 2.228. Porém, para os homens, o movimento foi o contrário. Observando os números relativos ao câncer de próstata, verificamos uma ligeira redução no número de homens diagnosticados e em tratamento em cada ano. Em 2020 eram 1.227, em contraste com os 1.212 no ano de 2023. 

As internações devido às complicações destes dois tipos de câncer também reduziram no município, de acordo com dados do SIH-DATASUS. Em 2020, 8.938 mulheres precisaram de internação por câncer de mama, enquanto em 2022 o número foi de 5.128. Para o câncer de próstata foram 3.782 internações em 2020 contra 1.925 em 2022.

Prevenção e dados sobre a saúde em São Paulo

Histórico familiar e fatores genéticos podem propiciar o aparecimento de diabetes, hipertensão, câncer e outras doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs). Mas o estilo de vida também tem papel fundamental na ocorrência dessas doenças. Hábitos alimentares e tabagismo, por exemplo, estão intimamente ligados a elas. 

O investimento e a articulação da saúde é outra iniciativa com grande impacto no combate a diabetes, hipertensão e câncer, facilitando a prevenção, além do diagnóstico e do acompanhamento dos enfermos. 

Dados sobre as doenças, como aqueles disponíveis na plataforma do Observatório da APS, ajudam não somente pesquisadores, mas também a tomada de decisões para a formulação de políticas públicas para o setor de saúde.

Foto de Shvets production/pexels.


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