Dança é segura para idosos – Estudo da UnB com 34 velhinhos revela que o coração está fora de risco durante a atividade

Dançar é gostoso e faz bem. Queima calorias e não coloca o coração dos idosos em risco, mesmo se ele dançar ritmos mais intensos, como o frevo ou o samba, revela uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), realizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividade Física para Idosos (Gepafi). O estudo foi aceito por uma revista Argentina, a EFDeportes, para publicação em 2008 e apresentado no XXX Simpósio Internacional de Ciência do Esporte.


“A pesquisa mostrou que eles conseguem manter o coração mais estável, mesmo com os ritmos fortes, assim como uma pessoa jovem”, afirma Márcio Moura, professor responsável pelas aulas de dança. Em parceria com Marisete Peralta Safons e Juliana Costa, eles avaliaram 34 idosos durante uma aula de dança de salão do programa de atividades física para idosos. Na ocasião, os idosos tiveram a pressão arterial e a freqüência cardíaca aferida em quatro momentos, que coincidiam com as quatro etapas da aula: aquecimento, com duração de 10 minutos; zona alvo 1 e zona alvo 2, somando entre 20 e 30 minutos; e relaxamento, com mais 10 minutos.

Cada fase da aula tinha um ritmo diferente, um mais intenso que o outro: início (valsa e tango); zona alvo 1 (marchas, xote, baião, mazurca, pagode, rumba, mambo, quadrilha, boi-bumbá, carimbo, foxtrote), zona alvo 2 (salsa, cúmbia, samba, xaxado, merengue, frevo, samba de gafieira e samba no pé); e relaxamento (bolero e slow fox). A composição se assemelhava a uma aula de ginástica comum. Nas fases zona alvo 1 e 2, houve um aumento médio de 13% na sobrecarga cardíaca em relação ao repouso.

A partir das aferições era feito um cálculo. Os estudiosos multiplicaram a freqüência cardíaca pela pressão arterial sistêmica, que resulta num índice chamado duplo produto. Para que o idoso seja considerado fora da uma área de risco de angina (primeiro sinal do infarto, caracterizado por uma dor intensa no peito), esse valor deve ser menor que 30 mil mmHg.bpm. Todos os idosos apresentaram medidas bem menores que essa. Em geral na faixa de 10 mil mmHg.bpm.

Contato
Márcio Moura é pesquisador associado do Gepafi, mestre em Educação Física e doutorando na mesma área em uma universidade particular de Brasília. E-mail: [email protected]

Marizete Safons é doutora em Ciências da Saúde e professora da Faculdade de Educação Física da UnB.

Juliana Costa é pesquisadora associada do Gepafi especialista em Fisiologia e Cinesiologia da Atividade Física Aplicada à saúde.

Serviço: As aulas de dança do Gepafi ocorrem às segundas e quartas-feiras, às 10h, na sala de dança do Centro Olímpico.
Fonte: SECOM – Secretaria de Comunicação da UnB. Disponível Aqui

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