O livro sexo e Aids depois dos 50 é baseado no trabalho do autor, Jean Gorinchteyn, médico infectologista, realizado no ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Sua obra mostra o impacto do HIV/AIDS em pessoas acima de 50 anos, delineando desde formas de contaminação até o drama vivido por seus pacientes, por ocasião do diagnóstico.
Nele estão presentes situações cotidianas que podem representar grande ameaça de contágio de pessoas maduras, casadas, com filhos e netos. Situações que revelam como esta doença confere grande impacto psicológico e social, desfazendo elos familiares, sociais e profissionais, sendo mais doloroso e impetuoso do que as próprias doenças oportunistas ocasionadas pela doença.
Uma obra que revela exemplos de vida e superação de alguns pacientes, através de seus depoimentos, deixando uma marca maior que é o arrependimento de não ter se prevenido.
A obra conta com prefácio do infectologista e diretor do Instituto, o médico David Uip, e comentários de personalidades artísticas como Paulo Goulart, Nicete Bruno, Lima Duarte e Adriane Galisteu.
“Discutir sexualidade por si só é um tabu e fazê-lo em pessoas acima de 50 anos se torna uma missão árida, principalmente porque misturar sexo e Aids é ir além do debate do sexo, mas abordar hábitos, desejos e fantasias diferentes do que foi estabelecido como moral, ético e aceito pela sociedade”, afirma o autor.
Segundo o infectologista, essa faixa etária, pertencente à era pré-Aids, foi vítima da desinformação, enfrentando dificuldade no manuseio e na aceitação do preservativo dentro de suas relações. Como resultados, sobrevivem à indignação de muitos pacientes que imaginavam que a Aids era uma doença exclusiva dos jovens e à vulnerabilidade de muitas mulheres que não puderam se proteger, sendo vítimas de seus próprios cônjuges.
“Quando o avô ou o pai de família é moralista e exigente e se vê na condição de contaminado há a eclosão de todos os preconceitos possíveis, evidenciando o quanto a doença social trazida pelo HIV é mais avassaladora que as próprias doenças oportunistas advindas deste quadro”, ressalta Gorinchteyn.
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