A publicação Seniores de Lisboa: Capital Social e Qualidade de Vida, de Manuel Villaverde Cabral, Pedro Alcântara da Silva, Mariana Ferreira de Almeida e Susana Cabaço, publicado em 2011 pelo Instituto do Envelhecimento da Universidade de Lisboa, Portugal, trata-se de um estudo preliminar.
Logo na introdução o estudo diz a que veio.
O envelhecimento da população é, como vem sendo repetido, um dos grandes desafios sociais e econômicos deste século. Salienta um relatório das Nações Unidas de 2010 que este é um fenômeno:
a) sem precedentes, na história da humanidade;
b) universal, afetando a maioria dos países do mundo, com exceção do continente africano;
c) profundo, com consequências em todas as esferas da vida humana;
d) duradouro, com um aumento gradual consistente na proporção mundial de pessoas idosas verificado há já várias décadas e a manter-se, previsivelmente, enquanto a longevidade continuar aumentando e a fertilidade permanecer baixa;
Tendo esta alteração demográfica contornos e ritmos em diferentes regiões, é nos países mais desenvolvidos e, nomeadamente, na Europa, que as pessoas de 65 e mais anos representam atualmente uma proporção mais elevada da população.
O ranking de países mais envelhecidos do mundo é liderado pelo Japão (22,6%) habitantes com 65+anos), ocupando Portugal, com 17,9% de idosos o sexto lugar nesse mesmo ano de 2010 (Population Reference Bureau, 2010). Também dentro do território nacional se observam viações significativas na estrutura etária e evolução demográfica. A região de Lisboa e Vale do Tejo é uma das menos envelhecidas de Portugal: no Continente, só o Norte tem percentagem inferior aos 18% de pessoas de 65+ anos aqui residentes, em 2010 (INE, 2011).
De acordo com o cenário mais provável, em projeções divulgadas pelo INE, Lisboa e Vale do Tejo poderá mesmo vir a ser a região mais jovem do país em 2050: com 209 idosos para cada 100 jovens, teria um índice de envelhecimento inclusive inferior ao das Regiões autônomas (INE, 2004). Em contraste com este contexto regional, a cidade de Lisboa era no entanto a capital europeia com maior proporção de idosos de entre as estudadas.
Preparar e adaptar as sociedades para responder às mudanças que tais alterações populacionais implicam – no quadro simultâneo de outras marcantes transformações em curso, como a urbanização, as alterações climáticas, etc. – exige abordagens abrangentes, multidimensionais, fazendo apelo a entendimentos multidisciplinares e intervenções intersetoriais integradas. Muito para lá do desenvolvimento de medidas específicas que respondam às necessidades e expectativas particulares da população mais velha, está em causa integrar uma ótica que atenda às implicações do envelhecimento nas mais diversas políticas públicas e áreas de organização social.
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