O diabetes atinge 248 milhões de pessoas em todo o mundo e prejudica muito a qualidade de vida de seus portadores, que enfrentam debilidades como perda de peso e cansaço físico. Para controlar esses efeitos da doença, um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) testa o uso de um alimento bem comum: o inhame.
Isadora Villardo/Ciência Hoje On-line *
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A ideia de estudar esse tubérculo surgiu a partir do conhecimento popular da China e da Coreia. “Como se encontram muitas referências ao uso do inhame na medicina popular desses países para combater doenças, decidimos testar cientificamente essa sabedoria”, explica o nutricionista Gilson Boaventura, coordenador do projeto.
Para por à prova a sabedoria popular, os pesquisadores testaram a resposta de ratos, saudáveis e com diabetes tipo 2, à alimentação com farinha de inhame. O diabetes tipo 2, forma mais comum dessa doença, está relacionado a uma insuficiência na produção de insulina ou à resistência do organismo a esse hormônio – diferentemente do que ocorre no tipo 1, em que não há produção de insulina.
A insulina é o hormônio responsável por controlar a liberação da glicose pelo fígado. Quando há uma falha nesse processo, os níveis de glicose podem subir, causando diabetes, ou baixar exageradamente, o que caracteriza a hipoglicemia.
Os pesquisadores mediram os níveis de glicose no sangue dos ratos para saber se a farinha de inhame produzia algum efeito. Os animais foram divididos em três grupos: diabéticos, diabéticos com consumo de farinha de inhame – ambos com uma dieta com alto teor lipídico – e saudáveis (para o controle do experimento), com uma dieta padrão.
Depois de cinco semanas, os pesquisadores observaram que os animais diabéticos que não comeram a farinha de inhame apresentaram cerca de 400 miligramas por decilitro (mg/dl) a mais de açúcar no sangue que os saudáveis. Já os ratos que receberam o suplemento mostraram uma concentração de glicose cerca de 60 mg/dl menor que a dos diabéticos que não consumiram a farinha de inhame.
Quanto à perda de peso, uma condição associada ao diabetes, os resultados foram similares. Os estudos indicaram que os ratos doentes que não ingeriram a farinha tiveram o menor ganho de massa dentre os três grupos. O maior ganho foi observado nos animais diabéticos que ingeriram a farinha. Os resultados, no entanto, não apontaram mudanças na produção de insulina, apesar de terem melhorado as estruturas do órgão responsável por esse hormônio, o pâncreas.
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