Afinal, o que é distanásia? Essa palavra, ainda estranha até para grande parte dos profissionais da saúde, é conceituada pelo Dicionário Aurélio como “morte lenta, ansiosa e com muito sofrimento”. Trata-se de um neologismo, de origem grega: o prefixo dys significa ‘ato defeituoso’ ou ‘errado’ e a palavra thánatos significa morte.
Léo Pessini * – CH
A distanásia, portanto, é o prolongamento exagerado da agonia, sofrimento e morte de um paciente.
O termo também pode ser empregado como sinônimo de tratamento fútil e inútil, ou seja, uma atitude médica que, na intenção de estender a vida do paciente terminal, submete este a grande sofrimento. Essa conduta não prolonga a vida propriamente dita, mas o processo de morrer. Ela é chamada, na Europa, de ‘obstinação terapêutica’. Nos Estados Unidos, a expressão usada é ‘futilidades médicas’. Cabe, então, perguntar: até que ponto se deve prolongar o processo do morrer se não existe mais esperança de cura? Manter a pessoa ‘morta-viva’ artificialmente interessa a quem?
Leia no link a seguir a versão completa da matéria publicada na seção ‘Opinião’ do Ciência Hoje (CH), edição 301: Acesse Aqui
* Léo Pessini -?Programa de Pós-graduação/ Doutorado em Bioética -?Centro Universitário São Camilo (São Paulo).