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“Década do envelhecimento saudável” é tema central da Jornada de Gerontologia

Oitava edição do evento sobre envelhecimento saudável, abordou diversos aspectos relacionados às condições de vida e de acesso à saúde da pessoa idosa no Brasil

Por Igor Savenhago/UFSCAR


Pensar conquistas, desafios e perspectivas para o envelhecimento saudável nos próximos anos. Essa foi a proposta central da “VIII Jornada de Gerontologia – Estratégias de Promoção do Envelhecimento Ativo”, promovida nos dias 20 e 21 de março pelo Programa de Extensão Observatório do Envelhecimento Ativo”, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O evento, totalmente online e aberto ao público, teve, como tema, “2021/2030: a década do envelhecimento saudável”, e foi dividido em três sessões: no dia 20 às 17h e no dia 21 às 10h30 e 17h.

Com as duas primeiras mediadas pelo Prof. Dr. Wilson Pedro, do Departamento de Gerontologia da UFSCar (DGero) e coordenador da jornada, e a terceira pela professora convidada Brunella Orlandi, doutora em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) também pela UFSCar, os palestrantes propuseram reflexões sobre a diversidade da velhice no Brasil, as barreiras para a participação social da pessoa idosa, o papel das instituições públicas de ensino e pesquisa nessa questão, entre outros assuntos.

Sessões

Para a mesa de abertura, no dia 21, foi convidado o Prof. Dr. Alexandre Silva, secretário nacional dos direitos da pessoa idosa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Ele abordou “os direitos da pessoa idosa e a década do envelhecimento saudável”, a partir de três questionamentos principais: quem envelhece, quem envelhece bem e quem precisa envelhecer bem no Brasil?

Segundo ele, é preciso considerar que existem diversos tipos de velhice no Brasil, dadas as diferentes condições culturais e socioeconômicas sob as quais vivem as pessoas com mais de 60 anos. E que os estudos e intervenções não podem, portanto, ignorar as características locais e regionais do envelhecimento.

Antes da fala de Alexandre, os participantes assistiram a uma apresentação artística de Helder Mariani e às boas-vindas da Profª Drª Juliana Hotta Ansai, chefe do Departamento de Gerontologia da UFSCar.    

Já no dia 22, pela manhã, o tema foi “desafios da década do envelhecimento saudável”. Maria Cristina Hoffmann, consultora nacional para o envelhecimento saudável e coordenadora de Família, Gênero e Curso de Vida (FGL) do Escritório da OPAS/OMS no Brasil, lembrou que, apesar doa avanços das políticas públicas voltadas às pessoas idosas no país, ainda há muito a conquistar. A apresentação dela foi precedida pela intervenção artística “Força Estranha”, com Márcio Antunes e Terezinha Xavier.         

À tarde, a jornada foi encerrada com a mesa redonda “Articulando redes para a década do envelhecimento saudável”, com participação do Prof. Dr. Fernando Augusto Vasilceac, que falou sobre o Bacharelado em Gerontologia da UFSCar; da Profª Drª Camila Bianco Falasco Pantoni, que  explicou como funciona a pós-graduação em Gerontologia; da Profª Drª Karina Gramani Say, da UFSCar, com “DGero/Brasil: Qualificação da atenção ofertada às pessoas idosas na atenção primária à saúde”, da Profª Drª Simone Martins, do Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que falou sobre “Atuação dos Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa: Sistematização de Evidências e Ações para o seu fortalecimento”, e de Cláudia Fló, da Secretaria de Estado da Saúde de SP, cujo tema foi “a saúde da pessoa idosa no estado”.

Os estudantes Bianca Miguel Nóbrega Olmo e Maylla Rage, da Liga de Gerontologia da UFSCar, Amanda Moretti de Souza e Pedro Grazziano, representante da Empresa Jr – UFSCar, além de Maria Eduarda Bassan Biscaro e Anna Julia Tavares Santos, representantes do Centro Acadêmico em Gerontologia/UFSCar, colaboraram apresentando as sessões. Todos são graduandos em Gerontologia.

História

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A Jornada de Gerontologia é realizada desde 2010. Até 2012, foi anual. Depois, passou a ser bianual. As quatro primeiras edições tiveram como tema “Estratégias de promoção do envelhecimento ativo e saudável”. Na quinta, foi discutida a “diversidade da velhice”. Na sequência, “inovação social na velhice” e “desafios de envelhecer em tempos de pandemia”.

Década do Envelhecimento

A Década do Envelhecimento Saudável das Nações Unidas (2021-2030) é uma colaboração global, alinhada com os últimos dez anos dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reúnem governos, sociedade civil, agências internacionais, profissionais, academia, mídia e setor privado para melhorar a vida dos idosos, suas famílias e as comunidades onde vivem.

A população mundial envelhece em ritmo acelerado. Essa transição demográfica impacta quase todos os aspectos da sociedade. Já existem mais de 1 bilhão de pessoas com 60 anos ou mais, com a maioria vivendo em países de baixa e média rendas. Muitos não têm acesso a recursos básicos necessários para uma vida de sentido e de dignidade.

Serviço
Não viu a jornada?
Os vídeos completos das três sessões do evento estão no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=jxh3EOfCtY4
https://www.youtube.com/live/NMjk0kl7xN4?feature=share
https://www.youtube.com/watch?v=VZA5LI8MSlU

Atualizado às 10h58 do dia 11/04/2023


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