A discriminação e as situações de exclusão muitas vezes afastam pessoas com mais idade de perseguir seus sonhos. Não foi isso que aconteceu com o australiano Alan Stewart, de 97 anos, 12 netos e seis bisnetos, segundo informações do ABC North Coast, da Austrália.
Ele conseguiu reelaborar valores, enfrentar preconceitos e redesenhar sua trajetória de vida ao voltar para o banco escolar e terminar seu mestrado em Ciência Clínica, na Universidade de Southern Cross.
Alan Stewart é para nós uma grande lição de vida quanto a novas maneiras de viver as múltiplas aprendizagens e educação ao longo da vida. Em 1936 ele tirou o seu primeiro diploma ao se formar em Odontologia, e com 1991 anos se formou em Direito, ganhando um lugar no livro dos recordes.
Em declarações à imprensa internacional Stuart comentou que o que mais mudou entre a primeira graduação e esta pós foi a tecnologia, percebendo a necessidade que tinha que ser alfabetizado com o computador. Outra grande diferença apontada por ele foi a vestimenta dos alunos.
Alan Stewart vive de forma independente e também atua como um prestador de cuidados para um amigo. Quando não está estudando, ele ajuda no centro da comunidade local, caminha, faz jardinagem, pesca e, até o ano passado, jogava golfe. Ele faz de tudo para se manter ativo.
Ele diz que pensa em cada dia, mas quando quer alcançar algo, foca em seu desejo, tornando-se bem objetivo. Não descarta um retorno aos livros. Segundo ele, o fato dele ter feito o mestrado com essa idade tem sido um incentivo para muitas pessoas, sobretudo os mais velhos, e os convida a fazer o mesmo.
A professora Sonia Brownie, da Southern Cross University, comentou que durante duas vezes pediu para rever o pedido de inscrição de Alan Stewart, pois constava a data de nascimento de 1915. Ele estudava por correspondência online.
Alan Stewart é um exemplo de que a educação é um direito de todos, e com ela a possibilidade de desenvolvimento de competências, de interatividade significativa, construção de novos projetos (individuais e coletivos), novas leituras de mundo e de relações intergeracionais. Com ele aprendemos que a educação é um recurso facilitador de processos de desenvolvimento.
Referências
FRAZIER, Justine and FARROW-SMITH, Elloise. World’s oldest university graduate. Disponível Aqui. Acesso em 4 de maio de 2012.