Fernando Luiz Brunetti Montenegro declara em entrevista que “É importante comentar que no Censo de 2000 eram quase 16 milhões de idosos e o quanto cresceu esta faixa etária em apenas 10 anos! E o quanto vai crescer no Censo de 2020! É a porção da sociedade que mais cresceu em todo o estrato populacional brasileiro, e a tendência será sempre esta nas próximas décadas.”.
Entrevista de Felipe Simões a Fernando Luiz Brunetti Montenegro *
Para o especialista, os dirigentes educacionais odontológicos não procuram ver esta clara realidade e necessidade clínica e, hoje, não mais de 6 (seis) Faculdades de Odontologia no Brasil têm a Odontogeriatria, oficialmente, dentro da malha curricular.
Segundo Montenegro, não há como atender esta faixa etária condignamente se os Cirurgiões Dentistas (CDs) não são formados (e considere os 220.000 já formados) recebendo os conhecimentos, ao menos os mais básicos de Odontogeriatria ainda nos bancos acadêmicos. Para ele, esta Disciplina e suas particularidades têm de ser “inoculadas” desde a Graduação nos futuros dentistas, ainda mais com a comprovada interrelação entre os problemas odontológicos com a saúde geral dos idosos.
Sobre a importância do cuidado com a saúde bucal da população idosa em especial, Montenegro
comenta que “O envolvimento da condição bucal no controle da diabetes, da hipertensão, da pneumonia aspirativa e nos problemas cardíacos está, a cada dia, mais clara na literatura científica, tanto produzida por dentistas como especialmente na produzida por médicos destas especialidades.” Ele salienta que as doenças citadas são as mais incidentes nesta faixa etária, daí a importância de termos dentistas que dominem corretamente como tratar e, especialmente, como prevenir os problemas bucais nos pacientes acima de 60 anos.
Leia a entrevista na íntegra Aqui
*Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Doutor pela FOUSP. E-mail: fbrunetti@terra.com.br Felipe Simões – Repórter e Redator no Jornal do Conselho Federal de Odontologia.