No mês de maio de 2013, o mundo ficou chocado quando a atriz americana Angelina Jolie anunciou a realização da dupla mastectomia (retirada das mamas) preventiva para reduzir o risco elevado de câncer. Mas o que é verdade e o que é mito na necessidade de tal procedimento cirúrgico? Todas as mulheres, quando diagnosticadas com a doença ou com a possibilidade de vir a tê-la, são indicadas para realizar a cirurgia?
Antonio Fuchs e Virginia Damas
As entrevistas se complementam. Sergio Koifman aborda mais o lado genético do “caso Angelina Jolie”, concentrando explicações mais científicas acerca da doença, das reais indicações para uma mulher realizar ou não mastectomia, dos fatores ambientais relacionados com o surgimento, cada vez mais precoce, de cânceres em mulheres e do papel do Sistema Único de Saúde em toda essa história.
Afrânio Coelho de Oliveira defende o procedimento apenas em casos de extrema necessidade e apenas como última alternativa de tratamento, quando as mulheres já passaram por uma série de exames e testes. O médico ressalta ainda que o Sistema Único de Saúde precisa ‘acordar’ para oferecer acesso mais rápido e simples para as mulheres, algo que já vem mudando com a nova lei federal, que estabelece prazo máximo de 60 dias para que pessoas diagnosticadas com câncer iniciem o tratamento pelo SUS.
Em sua conversa, Afrânio se aprofunda no lado humano da mastectomia, abordando o chamado “mercado do medo” para as mulheres, e fala dos riscos envolvidos no procedimento. Um ponto em comum para ambos os especialistas é: o sistema de saúde brasileiro precisa agir mais na prevenção, e não apenas na resolução do problema. Os dois entrevistados enfatizam que é necessário ampliar o acesso das mulheres, para o diagnóstico precoce da doença.
Confira as entrevistas na íntegra com Sergio Koifman e Afrânio Coelho de Oliveira, acessando os linkes: Aqui e Aqui