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Mercado não sabe atender consumidor idoso

Pesquisa realizada pela consultoria internacional A. T. Kearney aponta que o mercado varejista de todo mundo não entende a demanda deste idoso dos dias atuais. Um indivíduo que sabe exatamente o que quer e tem muito claro quais são suas necessidades e fragilidades. Assim nasce um novo consumidor, numeroso, exigente e desconhecido para um mercado voltado exclusivamente para o público jovem.

 

 

Esta pesquisa contemplou cerca de 2.500 mil pessoas entre 60 e 80 anos, de diversas faixas de renda e residentes de grandes cidades, vilas e áreas rurais de 23 países do mundo, representando 60% da população global. E foi notícia no Uol no dia 28 de setembro e tema de diversos comentários. Entre eles o de Guilherme Al Chaves, eu seu blog (Eu administrador).

Com o aumento da expectativa de vida da população, este cenário torna-se sério e preocupante. Muitas empresas não se deram conta de que um importante segmento está aberto, não se sente atendido e o pior, muitas vezes se vê enganado diante de novidades tecnológicas não compreendidas, como exemplo o uso adequado do e-mail ou uma linguagem complexa por parte do lojista.

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Segundo a notícia, dentre os entrevistados, as principais reclamações são: a dificuldade de circulação nas grandes lojas ou alcançar os produtos nas prateleiras – estas consideradas altas ou baixas demais. A maioria também se queixou da dificuldade para ler os rótulos dos produtos e os preços.

O atendimento inadequado é outra questão em evidência: “De acordo com a maioria, não apenas falta pessoal nas empresas, mas também um treinamento adequado para os profissionais que atuam no setor”, diz o estudo.

Outro ponto considerado foi a localização dos estabelecimentos comerciais: quanto mais próximo o estabelecimento estiver da residência do idoso, melhor.

As promoções também fizeram parte do estudo: o resultado parece surpreendente, mas preço não representa um problema para os idosos, o que conta é a qualidade do produto adquirido não importando as campanhas de marketing. Sobre o quesito quantidade, uma brasileira consultada pela pesquisa, informa: “No meu caso, as promoções não são tão interessantes. A quantidade de produtos é grande e, além do peso de trazê-los para casa, podem estragar muito rápido”.

Fica, então, um alerta aos executivos: a população envelhece e nada acontece para atender as necessidades de um novo perfil de consumidor que surge e que tem demanda clara e precisa. Os novos tempos exigem outros olhares, uma escuta atenta e, acima de tudo, criatividade.

Sensibilização

Ainda em setembro, para melhorar o atendimento de idosos em supermercados, um deles, em São Paulo, fez um treinamento com jovens comerciantes para que eles sentissem na pele como é ser idoso. Esse tipo de ação educativa, comum nos Estados Unidos há alguns anos, está apenas chegando por aqui. Veja o vídeo que foi notícia na tevê Globo.

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