Parlamento Europeu e Comissão Europeia buscam em 2012 recuperar valores como solidariedade, não discriminação, independência, participação, dignidade, cuidado e autorrealização das pessoas idosas, além de promoção de uma cultura de envelhecimento ativo na Europa.
Isso assinala que também lá, na Europa, a sociedade não está preparada para o número cada vez maior de pessoas longevas e que, portanto, o envelhecimento constitui ainda um problema. Fato que sinaliza, para nós, brasileiros, um quadro que podemos muito bem mudar se desde já começarmos (estado, sociedade, empresários) a nos preparar para tal. Afinal, nós seremos amanhã o que a Europa é hoje. Lá, a previsão para 2060 é que por cada pessoa com mais de 65 anos haverá apenas uma em idade ativa (15-64).
O que está em jogo é a qualidade de vida das pessoas cada vez mais longevas e o resgate de valores humanísticos. Quando se conclama a solidariedade intergeracional, o que está em jogo é o Outro – independentemente da idade que tenha -, que deixou de ter importância em uma sociedade cada vez mais individualizada e que faz de tudo para negar a velhice, como uma etapa a mais da vida.